

Teve início esta quarta-feira, 30 de julho de 2025, na capital da Gâmbia, Banjul, o primeiro Fórum sobre a Governação no Sahel (FGS), no Centro Internacional de Conferências Sir Dawda Kairaba Jawara, sob o tema “Reconstruir a coesão social e a confiança pública na região”. O evento contou com a presença de S.E. Adama Barrow, Presidente da República da Gâmbia, S.E. Goodluck E. Jonathan, antigo Presidente da Nigéria, S.E. Dioncounda Traoré, antigo Presidente interino do Mali, e S.E. Omar Alieu Touray, Presidente da Comissão da CEDEAO.
Na abertura oficial do Fórum, o Presidente Barrow afirmou que esta iniciativa representa uma etapa vital para a redefinição da governação na região. “A Gâmbia orgulha-se de acolher este importante fórum e de garantir que os benefícios de uma paz duradoura e de um crescimento inclusivo estejam ao alcance de todos os cidadãos do Sahel”, sublinhou.
Por sua vez, o Presidente da Comissão da CEDEAO, S.E. Omar Alieu Touray, agradeceu, em nome das Instituições da CEDEAO, ao Governo da Gâmbia, ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), à Fundação Goodluck Jonathan e ao Instituto Internacional para a Democracia e a Assistência Eleitoral (IDEA International), pelo esforço conjunto na organização deste fórum de elevado impacto.
“O Fórum realiza-se num momento particularmente crucial, numa conjuntura em que o panorama securitário e governativo do Sahel atravessa transformações profundas. Este espaço representa uma oportunidade ímpar para a partilha de perspetivas, a promoção de um diálogo construtivo e a co-criação de soluções para um novo paradigma de governação, que priorize a coesão social e a confiança pública em toda a região do Sahel e para além dela”, afirmou o Presidente Touray.
O líder da Comissão destacou ainda que cerca de 70 milhões de cidadãos da CEDEAO são originários dos países do Sahel — Burkina Faso, Mali e Níger — e, apesar do seu anúncio formal de saída, a CEDEAO continua a considerá-los parte integrante da comunidade regional. Sublinhou também existirem fortes indícios de que esses países partilham um sentimento recíproco de pertença à África Ocidental. Por esta razão, foi acordado entre a CEDEAO e os três países que, até à conclusão de um novo quadro de entendimento, as populações continuarão a beneficiar das conquistas da integração regional das últimas cinco décadas, nomeadamente no que respeita à livre circulação de pessoas e bens. As partes comprometeram-se ainda a trabalhar em conjunto para facilitar a cooperação na luta contra o terrorismo.
“É neste contexto que aguardamos com expectativa os resultados deste fórum, que — estou convicto — incluirá estratégias inovadoras para reforçar a coesão social, aprofundar as relações entre cidadãos e Estado, e promover uma governação baseada em instituições democráticas mais robustas, capazes de garantir responsabilização, disciplina e resultados concretos”, concluiu S.E. Omar Alieu Touray.
O Fórum de Governação do Sahel visa estabelecer uma plataforma de alto nível e de carácter multi-actor para promover uma abordagem de governação holística e adaptada às realidades do Sahel, ao serviço dos governos e das populações.
O evento reúne mais de 200 participantes, incluindo líderes políticos, decisores, representantes da sociedade civil, organizações de juventude e de mulheres, e parceiros para o desenvolvimento. Constitui um espaço único de diálogo entre governos, peritos técnicos, líderes comunitários, cidadãos, sector privado e parceiros internacionais, promovendo o intercâmbio de experiências, a partilha de ideias, a aprendizagem mútua, a inovação em políticas públicas e o acompanhamento dos compromissos assumidos para enfrentar os desafios da governação na região.
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