A CEDEAO co-preside em Dakar o 9.º simpósio dos chefes de estado-maior das marinhas e comandantes das guardas-costeira do golfo da guiné
25 Nov, 2025A convite das autoridades senegalesas, através do Ministério das Forças Armadas, S. Ex.ª a Senhora Damtien Tchintchibidja, Vice-Presidente da Comissão da CEDEAO, co-presidiu, juntamente com o Ministro das Forças Armadas do Senegal, General do Exército (2S) Birame Diop, a cerimónia de abertura do 9.º Simpósio dos Chefes de Estado-Maior de Marinha e Comandantes das Guardas-Costeira do Golfo da Guiné, realizado em Dakar de 18 a 20 de novembro de 2025.
Na sua intervenção, a Vice-Presidente recordou a importância deste simpósio, que materializa um objetivo fundamental inscrito nos textos fundadores da Arquitetura de Segurança Marítima do Golfo da Guiné. Sublinhou que estes instrumentos foram adotados na sequência do compromisso assumido pelos Chefes de Estado e de Governo da África Ocidental e Central sobre a segurança e a proteção no espaço marítimo comum, através da Declaração de 2013.
A Vice-Presidente destacou igualmente a importância estratégica incontornável do Golfo da Guiné para a economia mundial. A região representa cerca de 50 por cento da produção petrolífera do continente africano — equivalente a 10 por cento da produção mundial — com reservas estimadas em 24 mil milhões de barris. O Golfo da Guiné constitui ainda uma via vital de circulação para os 19 países costeiros e um elo essencial do comércio global, assegurando a passagem de 10 por cento das mercadorias mundiais, 15 por cento do petróleo e 30 por cento do urânio.
Ao abordar o apoio contínuo da Comissão da CEDEAO aos seus Estados-Membros na implementação de mecanismos nacionais de alerta precoce para a segurança humana, a Vice-Presidente recordou que o ECOWARN, o sistema de alerta precoce da CEDEAO, acompanha, entre outros indicadores, questões relacionadas com a segurança marítima. Referiu igualmente as fragilidades e fatores de risco associados ao envolvimento de antigos pescadores em atos de pirataria ou outras atividades criminosas, como o tráfico de migrantes, assim como o impacto destes desafios sobre as comunidades costeiras, cujas vulnerabilidades são frequentemente exploradas por redes criminosas.