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Transformar o índice de segurança humana da CEDEAO num instrumento credível e estratégico para uma abordagem de segurança centrada nas pessoas

21 Nov, 2025

Organizado pela Direção de Alerta Prévio da Comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), o atelier técnico dedicado à integração do Índice de Segurança Humana da CEDEAO (ISHC) na Arquitetura de Paz e Segurança da CEDEAO (APSC) terminou na quarta-feira, 19 de novembro de 2025, em Lagos, Nigéria.

O encontro reuniu representantes de instituições e agências especializadas da CEDEAO, bem como parceiros técnicos e estratégicos, incluindo o Escritório das Nações Unidas para a África Ocidental e o Sahel (UNOWAS), a Rede Oeste-Africana para a Consolidação da Paz (WANEP) e o Afrobarometer, uma rede pan-africana de investigação que realiza inquéritos de opinião pública em vários países de África.

Durante três dias, os participantes analisaram as dimensões conceptuais, metodológicas e institucionais do ISHC. Refletiram igualmente sobre a forma como os seus indicadores e abordagens de medição de riscos podem reforçar o alerta precoce, orientar a diplomacia preventiva e apoiar a tomada de decisão ao mais alto nível político, nomeadamente no âmbito do Conselho de Mediação e Segurança da CEDEAO.

O atelier permitiu reafirmar a importância da segurança humana como pilar central da Visão 2050 da CEDEAO, bem como a necessidade de dispor de instrumentos capazes de medir a vulnerabilidade, reforçar a resiliência e promover uma governação centrada nas pessoas.

Os participantes exploraram também as ligações entre o Índice de Segurança Humana (ISHC) e a Arquitetura de Paz e Segurança da CEDEAO (APSC), incluindo a sua integração no Sistema de Alerta Prévio e Resposta da CEDEAO (ECOWARN), nos relatórios políticos e de segurança, e nos mecanismos nacionais e regionais de prevenção.

Foi igualmente validada a folha de rota prática que define as etapas necessárias para integrar o ISHC nos mecanismos de paz e segurança da CEDEAO.

As discussões sobre os papéis institucionais, a governação dos dados e a sustentabilidade do ISHC evidenciaram que a sua credibilidade dependerá de procedimentos claros, normas harmonizadas, ecossistemas de dados robustos e de uma colaboração contínua.

“O ISHC é muito mais do que um simples instrumento técnico. É uma ferramenta estratégica para a antecipação, a resiliência e uma abordagem de segurança centrada no ser humano, alinhada com as aspirações da Visão 2050 da CEDEAO”, afirmou a Diretora Interina de Alerta Prévio da Comissão da CEDEAO, Dra. Onyinye Onwuka.

Segundo a responsável, é agora necessário aprofundar a metodologia, reforçar a colaboração com as instituições estatísticas nacionais, melhorar os mecanismos de partilha de dados, integrar os elementos do ISHC nos quadros de reporte e fortalecer a coordenação institucional.

“O nosso sucesso dependerá da manutenção da dinâmica gerada aqui em Lagos e da necessidade de tornar o ISHC um instrumento credível, funcional e de referência para compreender a segurança humana na África Ocidental”, acrescentou a Dra. Onyinye Onwuka.

Em nome da Vice-Presidente da Comissão, S.E. Damtien Larbli Tchintchibidja, expressou ainda gratidão aos participantes pela qualidade dos intercâmbios e o valor das contribuições, que consolidam os fundamentos do ISHC e reforçam a sua integração na Arquitetura de Paz e Segurança da CEDEAO.

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