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Em breve surgirá um novo roteiro para acelerar a criação da moeda única da CEDEAO

Abuja, 17 de janeiro de 2018. Cerca de 40 peritos responsáveis pelas questões da integração monetária iniciaram no dia 17 de janeiro de 2018, em Abuja, na República Federal da Nigéria, uma reunião técnica preparatória da reunião do Comité Ministerial sobre o Programa da moeda única da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Debruçarão durante dois dias sobre as medidas idóneas a tomar com vista a acelerar a criação da referida moeda. Analisarão diversas propostas antes de elaborarem um projeto consensual de um novo roteiro a apresentar à reunião do Comité Ministerial prevista para fevereiro de 2018, em Acra, na República do Gana.

No início dos trabalhos, o Comissário para Políticas Macroeconómicas e Investigação Económica da Comissão da CEDEAO, senhor Mamadou Traoré, recordou que aquele encontro se inseria no âmbito da implementação das Instruções da 4ª Reunião do Grupo de Trabalho Presidencial no programa da moeda única da CEDEAO, realizada a 24 de outubro de 2017, em Niamey, na República do Níger.

Os participantes tinham solicitado ao Comité Ministerial que reunisse dentro de três meses para propor um novo roteiro destinado a acelerar a criação da moeda única.

O senhor Traoré aproveitou daquela oportunidade para fazer o ponto de situação dos progressos registados no processo da integração monetária em 2017. Fez constatar a realização de reuniões estatutárias das Instituições regionais, a organização da 5ª Reunião do Grupo de Trabalho e da 1ª Reunião entre o Presidente da Comissão da CEDEAO, senhor Marcel Alain de Souza e os Governadores de Bancos Centrais da CEDEAO e Diretores-gerais das diversas Instituições responsáveis pela criação dessa moeda.

As pré-citadas realizações, disse o orador, marcaram uma viragem na implementação dos projetos da integração monetária na Comunidade da África Ocidental.

Antes e em representação do Ministro das Finanças da Nigéria, o senhor Aliyu Ahmed, Diretor do Departamento das Relações económicas e internacionais louvou os projetos concluídos desde o lançamento do programa da moeda única em 1987.

Informou que a Nigéria contava com a realização de uma união económica e a criação da moeda única na CEDEAO. Esclareceu, contudo, que essa integração teria de ser concebida para colmatar as lacunas existentes entre a visão e as realizações tangíveis.

“Se a integração monetária não for abordada e sequenciada de forma correta e pertinente, poderá surtir efeitos lamentáveis”, disse em jeito de prevenção.

Desejou que as deliberações da reunião levassem à saída do dilema e que a elaboração de um roteiro adequado, sensível às verdadeiras preocupações dos Estados-membros e conducente ao lançamento da moeda única da CEDEAO, fosse iniciado.

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