

O Conselho Empresarial da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) (EBC) pretende dar prioridade à suficiência energética regional como catalisador do crescimento industrial em toda a África Ocidental, através de uma nova iniciativa liderada pelo setor privado, denominada «Power W.A.» (Power West Africa), destinada a promover a industrialização. O quadro estratégico foi finalizado durante uma reunião bilateral entre o Comissário da CEDEAO para os Assuntos Económicos e Agricultura, Sr. Dehpue Yenpea Zuo, e o Prof. Hassan Mahmud, economista-chefe do Grupo Dangote e ponto focal do Presidente do Conselho Empresarial da CEDEAO, Alhaji Aliko Dangote. A reunião teve lugar na sede da Dangote Industries, em Ikoyi, Lagos, a 2 de outubro de 2026.
O Comissário Zuo fez-se acompanhar pelo Diretor Interino do Setor Privado e da Indústria, Sr. Oluonye Peter O. Chukwudi, e pelo Assistente Executivo do Comissário, Sr. Benedict D. Robert.
As discussões centraram-se no alinhamento das prioridades da nova liderança da Comissão da CEDEAO com a operacionalização do Conselho Empresarial da CEDEAO, tendo por base as decisões da 69.ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros da CEDEAO, realizada em Freetown, Serra Leoa, em julho de 2026. Entre as principais prioridades figuram a operacionalização do Conselho Empresarial da CEDEAO, a implementação do Esquema de Liberalização das Trocas Comerciais da CEDEAO (ETLS), os preparativos para o lançamento da moeda única ECO em 2027 e o reforço da segurança alimentar regional.
Falando em representação do Presidente do Conselho Empresarial da CEDEAO, Alhaji Aliko Dangote, o Prof. Hassan Mahmud afirmou que o mandato de dois anos do Presidente se centrará no desenvolvimento de corredores regionais para projetos energéticos, com vista a combater os persistentes défices de eletricidade que condicionam a atividade comercial. Acrescentou que a governação administrativa ficará a cargo da Comissão, de modo a assegurar a sustentabilidade a longo prazo.
A iniciativa «Power W.A.» prevê a criação de corredores energéticos destinados à indústria, apoiados por um estudo regional abrangente sobre as necessidades de eletricidade e as lacunas entre a oferta e a procura. Para financiar estes projetos, o Conselho Empresarial da CEDEAO procurará reunir um grupo influente de líderes empresariais da região e estabelecer contactos com instituições financeiras multilaterais, incluindo o Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank), a Africa Finance Corporation (AFC) e a Corporação Financeira Internacional (IFC). A iniciativa contará igualmente com o apoio da CEDEAO e dos governos nacionais, através de garantias em matéria de políticas públicas e da criação de um ambiente favorável ao investimento.
A reunião definiu também etapas fundamentais para a operacionalização do Conselho Empresarial, cuja composição prevê um representante de cada Estado-Membro da CEDEAO, além de dois representantes adicionais da Nigéria. Com cinco representantes nomeados a nível regional e dois representantes nigerianos já confirmados, ambas as partes acordaram realizar a reunião inaugural do Conselho Empresarial da CEDEAO entre o final de outubro e o início de novembro de 2026. Antes dessa reunião, será organizado um encontro entre o Presidente do Conselho Empresarial da CEDEAO, Alhaji Aliko Dangote, e o Presidente da Comissão da CEDEAO, General Birame Diop. O Comissário Zuo congratulou-se com o alinhamento alcançado, salientando a importância de obter a aprovação na próxima reunião do Conselho de Ministros, prevista para dezembro de 2026.
Como medidas imediatas, o Conselho Empresarial da CEDEAO partilhará a sua nota conceptual e a lista dos seus membros, enquanto a Comissão da CEDEAO recorrerá aos estudos de base existentes nas suas Direções da Energia e dos Recursos Minerais Sólidos para apoiar a avaliação proposta sobre a oferta e a procura de eletricidade na região.
Descubra como a CEDEAO está a transformar as comunidades, as economias e a vida dos cidadãos da África Ocidental, através de cada história.