Eleições presidenciais na Guiné: O chefe da Missão de Observação Eleitoral (MOE) da CEDEAO inicia reuniões com os intervenientes nas eleições
25 Dec, 2025O Sr. Abdoulie Janneh, chefe da MOE enviada pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) à Guiné, chegou a Conacri no dia 23 de dezembro de 2025 e iniciou reuniões com os principais atores das eleições presidenciais de 28 de dezembro de 2025.
Assim, no dia 24 de dezembro de 2025, reuniu-se, juntamente com os chefes das missões eleitorais da União Africana, da Organização Internacional da Francofonia (OIF) e da União do Rio Mano, o secretário-geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros e dos Guineenses no Estrangeiro, em representação do ministro Morissanda Kouyaté.
Abdoulie Janneh e os outros chefes de missão fizeram depois uma visita de cortesia ao primeiro presidente do Supremo Tribunal, Fodé Bangoura, e ao primeiro-ministro, S.E. Amadou Oury BAH.
«Estamos aqui para dar o apoio e a solidariedade da CEDEAO à República da Guiné para uma eleição presidencial pacífica, livre e transparente… Saudamos a vontade das autoridades guineenses de organizar eleições bem-sucedidas, bem como o seu desejo de recuperar totalmente o seu lugar na grande família da CEDEAO», declarou o Sr. Abdoulie Janneh após todas estas reuniões com as autoridades guineenses.
Recorde-se que, no passado dia 9 de novembro, o Supremo Tribunal da Guiné validou as candidaturas de nove candidatos à eleição presidencial, prevista para 28 de dezembro, entre os quais se encontra o presidente da transição militar, o general Mamadi Doumbouya. Cerca de 6,7 milhões de eleitores serão chamados às urnas, numa população estimada em mais de 14 milhões de habitantes.
O presidente da República da Guiné é eleito por sufrágio uninominal maioritário em duas voltas para um mandato de sete anos renovável uma única vez. Se nenhum candidato obtiver a maioria absoluta na primeira volta, é organizada uma segunda volta entre os dois candidatos mais votados catorze dias após a proclamação dos resultados da primeira, e o candidato que obtiver mais votos é declarado eleito.
Esta votação irá consagrar a eleição do futuro presidente da república e o fim da transição e o regresso à ordem constitucional na Guiné, após a adoção, por referendo, em 21 de setembro passado, da nova Constituição.