43.ª reunião do Conselho de Mediação e Segurança da CEDEAO a nível de embaixadores realiza-se em Abuja
05 Dec, 2025Abuja, Nigéria, 4 de dezembro de 2025: A 43.ª Reunião do Conselho de Mediação e Segurança da CEDEAO (MSC) a nível de embaixadores realizou-se hoje na sede da Comissão da CEDEAO em Abuja, reunindo representantes permanentes dos Estados-Membros, diretores da Comissão e funcionários das Direções de Assuntos Políticos, Paz e Segurança e Alerta Precoce.
O Conselho analisou a situação da democracia, os desenvolvimentos políticos, de segurança e humanitários na região; recebeu atualizações sobre a operacionalização dos Centros Nacionais de Alerta Precoce e Resposta; e discutiu os preparativos para a Cimeira Especial sobre o Futuro da Integração Regional na África Ocidental.
Falando em nome do Presidente da Comissão da CEDEAO, Dr. Omar Alieu TOURAY, o Comissário para os Assuntos Políticos, Paz e Segurança, Embaixador Abdel-Fatau MUSAH, sublinhou o agravamento da insegurança na região e exortou o MSC a centrar a sua atenção no processo de ativação da força regional de combate ao terrorismo, na sequência da adoção de modalidades de financiamento para a força com base nos recursos próprios da região.
O Embaixador MUSAH destacou os progressos alcançados pela Comissão na consolidação da democracia na região, como evidenciado pelas eleições pacíficas realizadas na Costa do Marfim em outubro e pelo referendo realizado na Guiné em 21 de setembro de 2025. No entanto, ele citou o infeliz golpe de Estado na Guiné-Bissau como mais uma prova de que a democracia continua frágil na região. Por conseguinte, apelou ao MSC para que tomasse uma medida decisiva, formulando recomendações pertinentes para o restabelecimento imediato da ordem constitucional no país.
No seu discurso de abertura, o Presidente do MSC e Representante Permanente da Serra Leoa na Nigéria, S. Ex.ª Julius SANDY, salientou que a retirada do Burquina Faso, do Mali e do Níger, juntamente com a crescente insegurança, os desafios de governação e as crises humanitárias, exigem uma resposta urgente e coletiva da CEDEAO.