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O SIMA ambiciona criar uma rede pan-africana para promover um jornalismo africano inovador e solidário orientado para o futuro

31 Oct, 2025

A criação de uma futura rede pan-africana destinada a transformar em projetos concretos e sustentáveis as recomendações resultantes da primeira edição do Salão Internacional dos Média de África (SIMA) é uma das decisões desta reunião pan-africana que terminou na quinta-feira, 30 de outubro de 2025, em Dacar, Senegal. “Decidimos criar uma rede forte, aberta a todos, destinada a concretizar em projetos e ações as sugestões e trocas de ideias resultantes desta primeira edição do SIMA”, declarou o coordenador do SIMA, Mactar Silla.

 

Para além desta recomendação, os participantes também sugeriram a criação de uma rádio pan-africana e de uma série televisiva sobre as narrativas africanas.

 

“Pretendemos demonstrar, através deste salão, que é possível reunir os africanos em torno de um projeto comum, unir forças e apostar no nosso capital humano”, afirmou Mactar Silla.

 

Segundo ele, o Salão Internacional dos Média de África deve ser visto como uma plataforma de referência para a transformação e a sobrevivência dos média africanos. “A primeira edição do SIMA revelou a nossa capacidade de trabalhar em conjunto e de acreditar nos média africanos”, sublinhou.

 

Por sua vez, o diretor-geral da Maison de la Presse Babacar Touré do Senegal, Sambou Biagui, considerou que esta edição permitiu o surgimento de diversas perspetivas para o desenvolvimento da imprensa africana, nomeadamente em torno de temas como a transformação digital, a deontologia, a segurança dos jornalistas e a diversificação dos média.

 

“Demos um passo importante na consolidação dos nossos laços e na visibilidade dos nossos média a nível africano e internacional. Este encontro simboliza a nossa vontade comum de fazer da imprensa africana um instrumento essencial de desenvolvimento, de democracia e de progresso social”, afirmou Sambou Biagui.

 

Ele elogiou a qualidade das discussões e dos debates construtivos, que, segundo ele, constituem pilares sólidos para apoiar a imprensa africana face aos desafios presentes e futuros, expressando ainda a convicção de que a dinâmica ambiciosa do SIMA continuará em 2026.

 

A Maison de la Presse, em parceria com as suas instituições e parceiros, compromete-se a continuar a promover ações concretas para reforçar as capacidades e promover a independência dos média africanos, acrescentou.

 

Sambou Biagui apelou aos atores do ecossistema mediático para que façam do SIMA um catalisador do renascimento da imprensa africana ao serviço da verdade, da liberdade e do desenvolvimento sustentável do continente.

 

Em termos estatísticos, o comité organizador do Salão Internacional dos Média de África estima que 700 convidados estiveram presentes na cerimónia de abertura deste evento, que se pretende tornar um encontro pan-africano incontornável, e que 3500 pessoas participaram nos 14 painéis do SIMA, com uma média de 250 participantes por painel.

 

A cerimónia de encerramento da primeira edição do SIMA contou com a presença do representante do Primeiro-Ministro senegalês, Ousmane Sonko, do vice-ministro liberiano da Informação e do Turismo, Daniel Sando, e do ministro gambiano da Informação, Ismaila Ceesay. Estiveram igualmente presentes representantes do Chade, do Mali — país convidado de honra — e de vários outros países africanos.

 

A Comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) também marcou presença. O seu presidente, Dr. Omar Alieu Touray, foi representado por Liberor Doscof Aho, responsável de Comunicação da referida Comissão, e por Linda Akhigbe, conselheira de Comunicação do presidente.

 

 

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