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Para Uma Melhor Apropriação Pelo Sector Privado Guineense Do Esquema De Liberalização Das Trocas DA CEDEAO

Para Uma Melhor Apropriação Pelo Sector Privado Guineense Do Esquema De Liberalização Das Trocas DA CEDEAO

Para Uma Melhor Apropriação Pelo Sector Privado Guineense Do Esquema De Liberalização Das Trocas DA CEDEAO
Oct 18, 2024 4 min read

Realizou-se no dia 17 de outubro de 2024, em Conacri, na Guiné, uma sessão de sensibilização dirigida aos agentes do sector privado guineense sobre o Esquema de Liberalização das Trocas (ELT) da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Este esquema constitui um pilar fundamental para a integração económica regional, promovendo o comércio intracomunitário através da eliminação das barreiras tarifárias e não tarifárias entre os Estados-membros da CEDEAO, facilitando assim a livre circulação de bens e serviços no espaço comunitário.

Durante a sessão, a apresentação em PowerPoint e as respostas detalhadas da responsável pelas Regras de Origem e Tratamento Preferencial Comunitário da Comissão da CEDEAO, a senhora Aïssata Yaméogo Koffi, proporcionaram aos participantes uma compreensão mais profunda das oportunidades, vantagens e objectivos do ELT.

O ELT tem como principal objectivo a eliminação dos direitos aduaneiros, ou seja, a abolição progressiva das taxas de importação para os produtos originários dos Estados-membros da CEDEAO.

Além disso, o esquema visa o incremento do comércio intrarregional, facilitando as trocas entre os Estados, eliminando obstáculos comerciais e ampliando o acesso dos operadores económicos nacionais ao mercado regional.

Para o sector privado guineense, assim como para os restantes países da CEDEAO, o ELT oferece vantagens significativas, como o acesso a um mercado regional mais vasto, novas oportunidades de exportação e uma redução dos custos associados aos direitos aduaneiros. Contudo, há também desafios a superar, nomeadamente a necessidade de melhorar a qualidade dos produtos e modernizar os processos industriais.

A secretária-geral do Patronato Guineense, a senhora Maria Diané, destacou estes aspectos do ELT e apelou ao sector privado guineense para que os tenha em conta nas suas actividades.

Segundo ela, esta sessão de sensibilização deverá proporcionar aos operadores económicos guineenses o conhecimento necessário para que possam estar melhor preparados para tirar pleno proveito das oportunidades proporcionadas pelo mercado regional.

O director-geral da Integração Africana da Guiné, Ibrahima Diallo, considerou esta sessão uma oportunidade para esclarecer de forma aprofundada o funcionamento do ELT, permitindo assim que os operadores económicos guineenses possam compreendê-lo e utilizá-lo eficazmente.

Diallo incentivou os participantes a intervirem activamente, colocando questões pertinentes, cujas respostas lhes permitirão uma melhor apropriação das novas disposições do ELT e uma maximização dos seus benefícios para o comércio intrarregional.

Por seu lado, o director da União Aduaneira e Fiscalidade da Comissão da CEDEAO, Salifou Tiemtoré, elogiou o crescimento das trocas comerciais entre a Guiné e os seus vizinhos, como a Costa do Marfim, a Libéria, a Serra Leoa, o Senegal e o Mali. Realçou ainda os inúmeros benefícios que o ELT oferece aos operadores económicos da África Ocidental.

«Para além da isenção de direitos aduaneiros, o ELT permite que os operadores económicos de cada Estado-membro da CEDEAO ultrapassem os limites dos seus mercados nacionais e se posicionem num mercado regional com cerca de 400 milhões de habitantes», afirmou Tiemtoré.

O representante do director-geral das Alfândegas da Guiné, coronel Ibrahima Bah, sublinhou que a realização de sessões de sensibilização como esta demonstra o empenho da Comissão da CEDEAO em apoiar os operadores económicos da África Ocidental, ajudando-os a maximizar as oportunidades e benefícios oferecidos pelo mercado regional.

O coronel Bah expressou a sua convicção de que estas iniciativas contribuirão para aumentar a presença dos operadores económicos guineenses no mercado da CEDEAO, ao permitir que os seus produtos acedam ao mercado regional sem a aplicação de direitos aduaneiros e outras taxas.

Importa ainda referir que, durante a sessão, foram explicadas as condições necessárias para a obtenção de certificação e outros mecanismos de facilitação das trocas previstos pela CEDEAO, com o propósito de garantir que os operadores económicos guineenses possam aceder ao mercado regional sem a imposição de direitos aduaneiros.

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