

Os Directores das Instituições e Agências da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) reúnem-se de 21 a 30 de setembro de 2026, em Lagos, Nigéria, para alinhar e finalizar o seu Quadro de Despesas de Médio Prazo (QDMP) para o período 2027–2029 com as prioridades estratégicas do mandato 2026–2030, antes da análise e aprovação do orçamento-programa para 2027. Os trabalhos deste retiro foram oficialmente inaugurados na segunda-feira, 21 de setembro de 2026, pelo Vice-Presidente da Comissão da CEDEAO, S. Ex.ª Oluwatosin Anthony OGUNJIMI, em representação de S. Ex.ª o General Birame DIOP, Presidente da Comissão da CEDEAO.
No seu discurso de boas-vindas, o Vice-Presidente da Comissão da CEDEAO esclareceu que as prioridades estratégicas da nova gestão não substituem nem a Visão 2050 da CEDEAO nem o Quadro Estratégico Comunitário 2023–2027. O seu objetivo é, antes, concentrar a atenção nos resultados que deverão ser acelerados durante o período 2026–2030, posicionando simultaneamente o ano de 2026 como um período de transição e redefinição de prioridades e o ano de 2027 como o primeiro ano completo de implementação.
Na sua perspetiva, o Quadro de Despesas de Médio Prazo (QDMP) deve ser mais do que uma simples compilação de propostas ou uma lista de atividades prioritárias. Deve evidenciar as ações identificadas, os resultados esperados, os recursos necessários e o calendário de implementação para o período 2027–2030. Daí a necessidade de proceder a uma análise coletiva das intervenções propostas, identificar áreas de colaboração, entidades líderes e entidades contribuintes, eliminar duplicações e fragmentações e direcionar os recursos limitados para intervenções que ofereçam maior valor acrescentado regional e maior potencial de impacto.
“Devemos igualmente respeitar as obrigações estatutárias, os compromissos legais e os programas em curso que se revelem mais eficazes. As novas propostas devem, por conseguinte, ser analisadas à luz dos limites de recursos disponíveis, das capacidades de implementação e do custo de oportunidade associado aos compromissos já existentes“, afirmou o Vice-Presidente OGUNJIMI.
Os trabalhos deste retiro deverão conduzir a um alinhamento estratégico efetivo; à definição de prioridades; ao reforço da harmonização e da colaboração; à elaboração de um quadro de despesas credível e devidamente orçamentado; e à preparação de um plano de trabalho para 2027 assente em planos realistas de aquisição e desembolso, indicadores de desempenho e metas claramente definidos, mecanismos claros de responsabilização, bem como um calendário consensualizado para o acompanhamento e a apresentação de relatórios.
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