

A Comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), através da sua Direção da Energia e das Minas, realizou, em Abuja, na Nigéria, a 10.ª e última reunião do Comité de Direção do Projeto Regional de Acesso à Eletricidade da CEDEAO (ECOWAS-REAP), com o objetivo de avaliar seis anos de execução e assegurar o encerramento ordenado de um projeto que permitiu levar eletricidade a 490 localidades e a cerca de 500 000 pessoas.
A reunião, acontece a 2 de novembro de 2026, na nova sede da Comissão da CEDEAO, decorre ao longo de dois dias e reúne as empresas nacionais de eletricidade e os ministérios responsáveis pela energia da Gâmbia (NAWEC), da Guiné-Bissau (EAGB) e do Mali (EDM-SA), bem como a Unidade Regional de Coordenação (URC) e as Unidades Nacionais de Implementação do Projeto (UIP). Financiado pelo Banco Mundial, no montante de 225 milhões de dólares dos Estados Unidos, e coordenado a nível regional pela Comissão da CEDEAO, o projeto contribui para alargar o acesso à eletricidade na região e concretizar a Visão 2050 da CEDEAO, tendo o seu encerramento previsto para 31 de dezembro de 2026.
O Diretor da Energia e das Minas e Presidente do Comité de Direção, Sr. Arkadius KOUMOIN, saudou os progressos significativos alcançados, apesar dos desafios enfrentados durante a execução do projeto, nomeadamente os impactos da pandemia de COVID-19, as perturbações institucionais, as falhas de determinados empreiteiros e os atrasos contratuais. «Para além das infraestruturas construídas, a verdadeira medida do nosso sucesso continua a ser a ligação efetiva das famílias à rede elétrica e a melhoria duradoura das suas condições de vida», afirmou, apelando à adoção de «decisões e medidas concretas» para assegurar um encerramento responsável do projeto e a transferência sustentável das infraestruturas para as empresas nacionais de eletricidade. O Diretor enalteceu igualmente o Banco Mundial pelo financiamento substancial concedido ao projeto, que contribuiu efetivamente para acelerar o acesso à eletricidade nos países beneficiários, bem como pelo apoio contínuo às iniciativas regionais destinadas a melhorar o acesso à energia.
Na sua intervenção, o Diretor-Geral da Companhia Nacional de Água e Eletricidade (NAWEC) da Gâmbia, Sr. Gallo SAIDY, descreveu o projeto como um investimento nas comunidades, sublinhando que o número de famílias efetivamente ligadas à rede elétrica constitui o verdadeiro indicador do seu sucesso. Enalteceu a parceria entre o Governo da Gâmbia, a CEDEAO e o Banco Mundial e exortou todos os parceiros a concluírem os trabalhos iniciados e a transformarem, em conjunto, esta ambição numa realidade.
Por sua vez, o representante do Ministério responsável pela Energia da Guiné-Bissau, Sr. Pedro Jeus de Oliviera, destacou o contributo do projeto para a melhoria das condições de vida e o apoio às famílias, salientando que o acesso à energia em Bissau constitui uma prioridade nacional fundamental. Apelou a um acompanhamento rigoroso, à definição de uma estratégia clara e à elaboração de um roteiro para a conclusão dos trabalhos ainda pendentes, reiterando o apoio do seu Governo.
Na sua declaração, o Diretor Nacional da Energia do Mali, Sr. Oussouby Mary dit Ousmane Diarra, salientou o impacto do projeto na vida das populações malianas e, evocando os constrangimentos em matéria de segurança e de natureza contratual, solicitou uma prorrogação de, pelo menos, 30 meses, sujeita à aprovação do Banco Mundial. «Não façamos da data de encerramento do projeto a data em que abandonamos as nossas ambições», afirmou.
Na Gâmbia, cerca de 43 090 famílias foram ligadas à rede elétrica em 400 localidades abrangidas pelo projeto, permitindo a 344 720 pessoas beneficiar de um acesso novo ou melhorado à eletricidade. Por seu lado, na Guiné-Bissau, foram realizadas mais de 20 788 ligações domiciliárias em 90 localidades, proporcionando a cerca de 145 000 pessoas acesso à eletricidade.
As conclusões serão consolidadas no relatório da reunião, a adotar em 3 de novembro de 2026. Através desta última sessão, a Comissão da CEDEAO reafirma o seu compromisso de assegurar que o encerramento do projeto não represente o fim de uma ambição, mas antes a consolidação de uma valiosa experiência regional ao serviço das populações da África Ocidental.
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