

A CEDEAO lança o PAMCIT II, concede bolsas de estudo a estudantes da Universidade Gaston Berger (Senegal) e compromete-se a prestar apoio técnico à Universidade de Lomé (Togo)
A Comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) organizou nesta sexta-feira, 14 de novembro de 2025, na sede do Banco de Investimento e Desenvolvimento da CEDEAO (BIDC), em Lomé, na República do Togo, a cerimónia de lançamento da Fase II do consórcio Pan-Africano de Mestrado em Tradução e Interpretação de Conferências (PAMCIT), concedeu bolsas de estudo a estudantes da Universidade Gaston Berger de Saint Louis (Senegal), e comprometeu-se a apoiar a Universidade de Lomé (Togo), para enfrentar os desafios relacionados com a formação diplomada em Tradução e Interpretação de Conferências.
Este evento, com o tema “Promover a integração regional: a cooperação institucional e universitária ao serviço do multilinguismo”, e que se insere no âmbito do 50.º aniversário da CEDEAO, foi presidido por S.E. Damtien Larbli Tchintchibidja, Vice-Presidente da Comissão da CEDEAO, na presença do Presidente do Banco de Investimento e Desenvolvimento da CEDEAO (BIDC), Dr. George Agyekum Donkor, da nova representante residente da CEDEAO no Togo, S.E Sra. Deweh Emily GRAY, do Chefe da Célula Nacional da CEDEAO no Togo, Sr. Lagnie Bambimle, da Sra. Olukemi Robinson-Atabuh, Diretora de Conferências e Protocolo da Comissão da CEDEAO e presidente institucional do PAMCIT II, e de representantes das universidades parceiras e convidados de diversas áreas.
Nos seus discursos de boas-vindas, o Dr. George Agyekum Donkor e o Sr. Lagnie Bambimle salientaram a importância de um programa deste tipo para os estudantes, preparando-os para se tornarem especialistas para trabalhar em organizações internacionais e que, a longo prazo, permitirá promover a especialização local e atenuar a dependência da especialização estrangeira.
A Diretora de Conferências e Protocolo da Comissão da CEDEAO e presidente institucional do PAMCIT II, Sra. Olukemi Robinson-Atabuh, saudou o empenho dos altos responsáveis da CEDEAO, incluindo o do Presidente da Comissão da CEDEAO, Sua Excelência Dr. Omar Alieu Touray, em apoiar o Programa PAMCIT II e financiar cada vez mais programas que visam os jovens da região. Ela destacou a relevância do PAMCIT, salientando que “Durante décadas, o nosso continente dependeu fortemente de instituições externas para a formação profissional de intérpretes e tradutores”. Ela igualmente reconheceu o papel desempenhado pelo BIDC no âmbito do PAMCIT.
No seu discurso de lançamento da fase II do PAMCIT, S.E. Damtien L. Tchintchibidja, sublinhou expressamente que a Comissão da CEDEAO está empenhada em garantir o sucesso do PAMCIT II, atribuindo bolsas de estudo a cidadãos de mérito da África Ocidental, de acordo com critérios claramente definidos, acompanhamento técnico da Universidade de Lomé, para uma melhor mobilização dos docentes, a harmonização dos currículos e a garantia de que as universidades oferecem diplomas de nível equivalente aos estudantes das diferentes universidades.
Ela afirmou ainda que a CEDEAO coordenará os esforços do Grupo de Trabalho do PAMCIT, nomeadamente a harmonização dos currículos, a mobilização de formadores em interpretação e tradução, bem como o acompanhamento técnico da Universidade de Lomé, entre outras atividades.
A vice-presidente S.E. Damitien L. Tchintchibidja transmitiu ainda a seguinte mensagem: “Com o lançamento deste programa hoje, lembremo-nos de que a tradução e a interpretação vão além das palavras e dos discursos. O tradutor e o intérprete constroem pontes e estabelecem o diálogo entre várias culturas e povos. Com o PAMCIT II, investimos nos intérpretes das nossas aspirações e nos tradutores do nosso destino comum. Não percamos nunca de vista que os tradutores e intérpretes não são apenas facilitadores da comunicação, mas também os verdadeiros arquitetos do diálogo. Eles têm a nobre responsabilidade, através das palavras e das ideias, de facilitar a cooperação e o diálogo na unidade”.
S.E. Damitien L. Tchintchibidja procedeu então à abertura da cerimónia, manifestando o desejo de que esta nova fase marque um ponto de viragem decisivo para a construção de uma África onde todas as vozes possam ser ouvidas, todas as línguas possam ser expressas e todas as instituições possam funcionar eficazmente para além das fronteiras linguísticas. “Graças ao PAMCIT, a África continua a afirmar que o multilinguismo não é um obstáculo, mas sim uma ponte para a unidade, o conhecimento e o progresso”, concluiu.
No seu discurso de encerramento, o coordenador dos serviços linguísticos, o Sr. Alphousseyni Diamanka, salientou que, para a CEDEAO, este programa está diretamente alinhado com a missão de promover a integração regional, a paz e o desenvolvimento através do diálogo multilingue e da cooperação. Numa região tão linguisticamente diversificada como a África Ocidental, o PAMCIT dota os nossos profissionais das competências necessárias para ultrapassar as barreiras linguísticas, permitindo uma comunicação eficaz na diplomacia, no comércio e na governação, na paz e na segurança, entre outros.
Recorde-se que o Consórcio Pan-Africano para o Mestrado em Interpretação de Conferências e Tradução (PAMCIT) foi lançado em 2009 como uma iniciativa estratégica destinada a reforçar as capacidades da África em matéria de serviços linguísticos de alto nível, com o apoio da União Europeia e do Gabinete das Nações Unidas em Nairobi (ONUN).
O PAMCIT é implementado por uma rede de cinco universidades africanas, cada uma oferecendo um mestrado em interpretação de conferências e/ou um mestrado em tradução aos melhores alunos das faculdades de interpretação e tradução. As universidades atualmente membros da rede são a Universidade Gaston Berger de Saint-Louis, no Senegal, a Universidade do Gana, em Legon, no Gana, a Universidade Jean-Piaget, em Cabo Verde, a Universidade de Lomé, no Togo, a Universidade de Buea, nos Camarões, a Universidade de Nairobi, no Quénia, e a Universidade Pedagógica de Moçambique, em Moçambique.
O programa foi concebido para dotar os profissionais de línguas africanas das competências necessárias para trabalhar em organizações internacionais, organismos regionais como a CEDEAO e a União Africana, e outras instituições multilingues. Foi também concebido para evitar que os jovens africanos tenham de deixar o continente para seguir uma formação profissional reconhecida a nível internacional.
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