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Plaidoyer pour une participation équitable des femmes Burkinabé aux sphères politiques et de gouvernance
Ouverture Atelier Genre et Elections à Ouaga - Une photo de familleOuverture Atelier - Arrivée des particpants

A ministra do Burkina Faso da Promoção da mulher e do Género, Sra. Bibiane Ouédraogo Boni, lamentou a presença diminuta das mulheres na vida política do seu país apesar da sua importância numérica em relação aos homens.

No seu discurso de abertura da passada terça-feira 23 de junho de 2015, no Burkina Faso, durante uma ação de formação das mulheres burquinabês sobre o género e as eleições, a Sra. Boni apelou à tomada de disposições concretas para assegura uma participação equitativa das mulheres nas esferas políticas e de governação.

Congratulou-se contudo das ações empreendidas pelo governo do Burkina Faso para uma representação significativa das mulheres nas instâncias de decisão, e relativas, entre outras, à recente adopção do projeto de lei referente à fixação de quotas e modalidades de posicionamento das candidatas às eleições legislativas e municipais no Burkina Faso.

Agradeceu a Comissão da CEDEAO pela realização desta formação e exortou as participantes a aproveitá-la da melhor forma.

«Ao organizar a presente formação no Burkina Faso, a CEDEAO oferece uma grande oportunidade às mulheres para que adquiram conhecimentos que favoreçam sua participação política. Esta formação chegou em boa hora tendo em conta o contexto atual marcado pela organização das próximas eleições legislativas e presidenciais no nosso país” declarou a Sra. Boni.

Por sua vez, a Comissária responsável do Género e dos Assuntos sociais da Comissão da CEDEAO, Dra.Fatimata Dia Sow, representada pela Diretora da dita Comissão, Dra. Sintiki Tarfa Ugbe, convidou as participantes a tomar parte ativamente aos trabalhos.

Segundo a Dra. Sintiki, esta formação enfatiza o reforço das competências e das capacidades das mulheres nos sistemas eleitorais do ponto de vista do género, com o objetivo de melhorar a participação eleitoral e política das mulheres nas próximas eleições no Burkina Faso.

Formações similares foram organizadas recentemente na Nigéria e no Togo para as mulheres desses países. A Dra. Sintiki aproveitou a oportunidade para dar os parabéns e agradecer a essas mulheres pela sua participação ativa nessas formações, esperando que as mulheres do Burkina Faso sigam o exemplo. É de notar que outras formações do género se realizem a breve prazo na Côte d’Ivoire e na Guiné.

As participantes na presente formação são essencialmente representantes de organizações de mulheres envolvidas nas atividades eleitorais, da administração eleitoral e do ministério burquinabê responsável da Promoção da mulher e do Género.

A formação é organizada pela Comissão da CEDEAO através da sua Direção do Género, com o apoio da Agência Dinamarquesa de Desenvolvimento Internacional (DANIDA). É composta por 24 módulos e tem como tema: Género e Eleições, desafios e perspetivas para uma representatividade equitativa das mulheres e dos homens nos processos eleitorais”.

Visa promover uma participação acrescida das mulheres nos processos eleitorais na sub-região da África Ocidental e oferecer aos participantes ferramentas de avaliação crítica das eleições na perspetiva do género. Propôs-se igualmente sensibilizar as mulheres sobre a importância da sua autonomização.

A ação de formação pretende também informar as organizações da sociedade civil e os grupos de sensibilização das mulheres burquinabês sobre as estratégias de promoção da participação das mulheres nos processos eleitorais. O encontro visa finalmente criar uma rede de sensibilização das mulheres sobre o género e as eleições no espaço comunitário.

Esta formação de reforço de capacidades permitiu que se debrucem sobre questões práticas com módulos que ofereçam uma série de atividades concebidas de modo a transmitir aos participantes as principais compreensões claramente identificadas e produzir resultados específicos de aprendizagem.

Dedica-se ao desenvolvimento das competências e conhecimento dos sistemas eleitorais sobre a perspetiva do género e vai além do melhoramento do défice em capacidades de sensibilização das mulheres enquanto grupo constituído.

Essas capacidades melhorarão sem dúvida alguma o compromisso político incutido e reforçarão o apoio e a ação a favor de uma melhor inclusão a todos os níveis nos processos democráticos nacionais.

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